ma-y-ra nagata. 1986, paulistana, durmo e tomo banho em santo andré, ando, como, respiro, trabalho, canso, rio, choro e me acidento em são paulo. o nome do blog veio de uma idéia absolutamente aleatória da minha cabeça, assim como tudo que escrevo e falo e penso e vivo. fotolog livejournal e-mail msn orkut véééio!
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páscoa
eu me acho ridícula por não fazer a mínima idéia sobre o quê são os feriados religiosos comemorados, além do que passa no sp tv (que aliás, eu nem assisto) e do que me falam vagamente. Labels: feriado
estudei da 1ª até a 6ª série num colégio supostamente não-religioso, onde todo o corpo diretivo era evengélico, e que, por várias vezes, sentada ou em pé em fila naquela quadra tão gigantesca, eu entoava e gesticulava canções de igreja que não significavam absolutamente nada pra mim.
aí eu mudei pra um colégio de freiras, onde se respirava e via e sentia religião por toda a parte, claro que sem preconceitos. fui a única a tirar a nota máxima na prova de religião, com um milhão de questões de múltipla escolha, numa escola onde 99% dos alunos estudava devido à fé cristã dos ascendentes e onde eu tinha meio que caído de pára-quedas, porque minha escola antiga era muito cara pro bolso dos meus pais.
até hoje eu vejo essa prova de religião como a maior ironia que aconteceu comigo.
meus pais são casados perante a lei e perante a igreja católica.
meu pai nunca mencionou nada de religioso além de missas eventuais, na igreja budista, religião da minha avó paterna.
minha mãe um dia se diz católica e no outro conta com entusiasmo coisas que assistiu no gasparetto.
eu fui batizada logo depois que eu nasci.
só que logo depois que eu nasci, eu não tinha opção nenhuma de me virar e falar: "não, não quer ser batizada".
posso parecer pecadora, mas se eu pudesse escolher, eu não seria (batizada). comecei a fazer catequese simplesmente porque sim, porque eu queria. daí cansei, então parei.
no dia da missa de formatura da 8ª série, 99,9% dos alunos foram receber a hóstia e eu creio que fui a única que ficou sentada no banquinho enquanto todos saiam enfileirados. não me senti mal naquela hora.
eu vejo a religião (qualquer uma) como um grupo preconceituoso.
porque se você aceita uma, você rejeita outra. e se eu aceito uma religião, TUDO o que ela prega ou já pregou é alguma coisa que eu concordo. e eu realmente não creio que vá concordar inteiramente com alguma coisa, uma vez que eu não acho nem o que eu faço correto, e isso deveria ser o mínimo que eu deveria fazer.
mas por mais que eu não seja religiosa, não concordo que eu devo pagar uma de hipócrita master e tirar uns dias de folga a mais porque sim. odeio ignorância, e às vezes (como agora), comemorar a páscoa sem saber mais profundamente o que isso significa, é meio tosco demais pra minha cabeça.
então eu vou tentar descobrir qual é a dos feriados, além do superficial, e ver se da próxima vez eu posso divagar sobre alguma coisa mais produtiva do que minha ignorância...
eu tô com dor de cabeça... =(